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Nossa reunião é toda quarta
às 20 hs no Gordão
à Av. Norte Sul, 1.010
Lat 22°53'49,0"S
Long 47°02'48,3"W
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TÉCNICAS
DE CONDUÇÃO OFF-ROAD
Reprodução
autorizada pela Revista 4x4 & Cia.
www.4x4ecia.com.br
Autor: Luiz Fraga
Nº
02 - DIRIGIR OU MERGULHAR
Os cuidados que se deve tomar com relação ao obstáculo
são sempre os mesmos:- respeite-o e ande a pé por ele,
avaliando cuidadosamente o que será enfrentado. Lembre-se que
as rodas dianteiras percorrerão um caminho maior que as traseiras
em curvas, e também que a bitola (largura dos eixos) pode atrapalhar
bastante, pois, mesmo a roda esquerda estando segura, a direita poderá
cair em um grande buraco. Se for possível, ao cruzar um rio
coloque estacas (principalmente se a água for escura) criando
um via da largura do jipe, passando entre elas.
No caso de um rio, deve-se tomar muito cuidado com a área de
entrada e a área de saída, tendo certeza que a última
está livre e que seu veículo tem condições
de sair da água. Fique atento à correnteza; se for forte,
dê a volta e não entre, pois o resultado pode ser catastrófico.
Lembre-se que na saída, com os pneus molhados, fica dificílimo
subir um barranco. Então, retire pedras ou tocos grandes que
possam atrapalhar.
Água barrenta e escura é sinal de atoleiros submersos;
água clara e transparente geralmente indica pedras com limo
no fundo. Certifique-se que seu 4x4 será capaz de transpor
todos estes obstáculos, sob pena de ficar atolado no rio.
A grande maioria dos 4x4 suporta até 50 centímetros
de profundidade de água. Verifique no manual do proprietário
a profundidade máxima de seu veículo. Os 50 centímetros
são medidos do ponto de contato entre o pneu e o solo até
o nível da água, portanto, se o fundo for mole, o nível
da água subirá.
Parte da transmissão e os cubos de roda ficarão submersos,
podendo causar contaminação dos óleos e graxas
e gerar problemas sérios de corrosão e até mesmo
a perda dos rolamentos de roda e partes da transmissão. Sem
contar a poluição que o veículo causará
nas águas.
O sistema elétrico, principalmente se o motor for ciclo Otto
(gasolina ou álcool), deve ser vedado. Para isso use silicone
não condutivo, luvas de borracha e outros materiais que possam
vedar o sistema. Jipes a diesel são mais apropriados para enfrentar
água, pois não dependem de parte elétrica (bobina,
distribuidor, etc.) para funcionar. O alternador e o motor de arranque
sofrerão as conseqüências do passeio na água,
mas nunca no momento da saída. Geralmente os problemas ocorrem
no dia seguinte, pedindo remoção e limpeza cuidadosa
destas peças.
Preparar um veículo para profundidade maiores que as recomendadas
no manual requer cuidados especiais e, mesmo os mais preparados podem
sofrer problemas na parte elétrica e contaminações
na transmissão. É recomendado realizar, nestas ocasiões,
uma recisão nas partes que podem ser afetadas pela água,
principalmente nos rolamentos dos cubos de rodas (limpeza e lubrificação)
e óleos da transmissão (verificação e
troca se necessário).
O principal é ter um snorkell (entrada de ar elevada), porque
ele permite a entrada na água a profundidades maiores que as
recomendadas pela fábrica e também economiza o filtro
de ar, pois capta o ar mais fresco e limpo. Teste o equipamento antes
de entrar na água, pois pode ocorrer entrada falsa de ar.
Os respiros existentes (diferenciais, câmbio, tanque de combustível
e embreagem) devem ser elevados até o máximo possível,
mas não se recomenda conectar os respiros com o snorkell, pois
isso pode criar mais um ponto de entrada de ar falso. O escapamento
é o que menos gera preocupação. Se o trajeto
for longo, providencie uma mangueira de borracha, com mais ou menos
2 metros de comprimento e com o diâmetro que permita seu encaixe
na saída do tubo de escape. A outra ponta poderá ser
fixada no teto, na calha ou no bagageiro, garantindo a saída
dos gases do escape para cima do nível da água.
Isso garante que a água não entrará no motor,
caso o mesmo pare no meio do trajeto. Se a mangueira não estiver
instalada e o motor morrer, tampe o mais rápido possível
a saída do escape com a mão ou um pano. Nunca deixe
a água entrar pela saída do escapamento e evite deixar
o motor morrer durante uma travessia.
Após verificar todos os detalhes, é hora de enfrentar
o obstáculo. Use todos os recursos do jipe (reduzida, tração
4x4, bloqueio, etc.) e comece a travessia.
Normalmente o veículo terá de enfrentar uma descida
inicial, sempre escorregadia. Engate a primeira reduzida e não
pise no freio; se tiver ar condicionado, ligue, pois ajuda a reduzir
a velocidade e pronto. Você está na água.
Nesse momento o segredo está em manter uma velocidade constante
que irá criar uma pequena onda na frente do jipe, gerando uma
espécie de vácuo no compartimento do motor, onde estará
mais baixo, evitando seu contato com a água.
Para saber se a velocidade está correta, coloque a cabeça
para fora, certificando-se de que o nível na parte da frente
do pneu dianteiro está maior que na parte de trás. Se
sentir que a trazeira do veículo está levantando, a
velocidade está baixa demais - a onda está atropelando
o veículo. Acelere um pouco utilizando marchas curtas (primeira
ou segunda reduzida) permitindo uma velocidade baixa e uma rotação
do motor, facilitando a exaustão dos gases. Se a água
estiver subindo pelo capô, significa que a velocidade está
alta demais, diminua um pouco.
Evite trocar de marcha durante a travessia. Se a marcha escolhida
para a entrada estiver errada, termine o trecho mesmo assim, controlando
a velocidade somente no acelerador. Trocar de marcha no alagado significa
separar o disco de embreagem da placa de pressão e do volante,
facilitando o ingresso de água e de sujeira - se a embreagem
do seu veículo não for blindada.
Se o trecho alagado tiver correnteza, pode ser preciso abrir as portas
do jipe para diminuir o arraste, fazendo com que ele fique pesado
e não bóie. É fundamental manter as rodas em
contato com o piso, sob risco de perder aderência e o controle
do veículo.
Fique sempre com as duas mãos no volante, pois o mesmo gira
mais de uma volta. Você pode estar com ele em posição
reta, porém com as rodas estercadas, gerando grande arraste,
diminuindo as chances de passar pelo obstáculo.
Os problemas mais comuns são:- a falta de freio nos jipes,
logo após a transposição do obstáculo,
em virtude das lonas de freio molhadas, o calço hidráulico
- fenômeno causado pela entrada de água através
da entrada de ar ou pelo escape inundando a camisa e danificando as
bielas - e as panes elétricas ou de contaminação,
que devem ser resolvidas por oficina especializada. Não se
aventure em mergulhos sem estar devidamente preparado.
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