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Nossa reunião é toda quarta
às 20 hs no Gordão
à Av. Norte Sul, 1.010
Lat 22°53'49,0"S
Long 47°02'48,3"W
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TÉCNICAS
DE CONDUÇÃO OFF-ROAD
Reprodução
autorizada pela Revista 4x4 & Cia.
www.4x4ecia.com.br
Autor: Luiz Fraga
05
- "OLHA O TOMBO"
Entre os obstáculos
encontrados no fora-de-estrada, as inclinações laterais
pedem muita atenção para que o passeio não termine
em uma capotagem.
No fora-de-estrada
é comum encontrar inclinações laterais fortes,
combinadas com terreno liso e erosões, elas assustam até
os mais experientes off-roaders e devem ser respeitadas por todos.
A grande maioria dos veículos 4x4 têm ângulos de
inclinação lateral máxima em torno de 35 graus.
Esta medida, entretanto, é tomada com o veículo parado
(estática) e sem nenhum acessório que possa atrapalhar.
Bagageiros e estepes em locais inadequados (no teto) e outras cargas
podem desestabilizar o veículo, já que o ângulo
que consta no manual do proprietário ou no catálogo
leva em consideração o peso do veículo somente,
sem os acessórios. Portanto, na hora de colocar os equipamentos,
pense nisso.
Outro fato importante que muitos esquecem é da carga solta
no interior do 4x4. Muitas vezes, os ocupantes podem sobreviver ao
"capotamento" do veículo, mas não ao impacto
de um machado solto na parte traseira, por exemplo. Lembre-se também
que, apesar de influenciarem pouco, pneus maiores levantam o veículo,
aumentando a chance de um tombamento.
ANDANDO E INCLINANDO:
O fator mais
importante a ser levado em consideração é o dinâmico.
É ele que definirá se o 4x4 vai realmente tombar ou
não. Quando, em uma inclinação lateral, o volante
estiver "leve" como uma pluma, o veículo está
perto de tombar. O volante "leve" se deve ao fato de, provavalmente,
uma das rodas dianteiras não estar tocando o chão, o
que diminui o esforço necessário para o esterçamento.
A sensação desconfortável sempre aparece quando
a inclinação é muita, mas com o costume passa.
O QUE FAZER:
Diferente do
que o instinto manda (e por isso deve-se treinar muito), na grande
maioria das inclinações gire o volante para o lado mais
baixo da inclinação, mesmo que depois tenha que endireitar.
Dessa maneira evita-se o pior, mantendo o veículo "virado
para baixo".
Se a situação permitir, tente voltar o volante para
a posição normal (quanto mais reto melhor) e siga pela
nova trajetória até que a inclinação lateral
diminua.
Caso o terreno seja liso e a traseira do veículo desgarre,
tendendo a "ultrapassar" o veículo, esterce o volante
para o lado mais baixo da inclinação a fim de corrigir
a trajetória, da mesma maneira que se faz no plano. Por incrível
que pareça, os reflexos se invertem quando se está inclinado.
A reação normal é estercar para a parte de cima
da curva, piorando ainda mais a situação. Portanto,
treine seu reflexo para diminuir o risco de tombamento.
PEDRINHAS:
Uma das coisas
mais difíceis nas trilhas inclinadas é quando se trafega
em terreno irregular, ou seja, o ângulo de inclinação
lateral não é constante ao longo da trilha.
Preste muita atenção, pois a suspensão (principalmente
se for um veiculo com molas helicoidais de grande curso - Niva; JPX;
Land Rover Defender; etc.) pode "catapultar" o veículo
e causar o tombamento.
INCLINÔMETRO:
Existem equipamentos
específicos para a medição dos ângulos
de inclinação lateral (e também de subida ou
descida) que podem ser instalados nos 4x4. O melhor de todos (em minha
opinião) é um inclinômetro de veleiro, simples
e barato. Consiste em um tubo transparente com uma esfera dentro que
marca o ângulo em que o veículo se encontra.
Para funcionamento correto deste tipo de inclinômetro, é
importante que o veículo esteja perfeitamente plano para a
sua instalação, sob pena de não ter a marcação
correta. Uma vez instalado este dispositivo permite que o motorista
saiba exatamente o ângulo da inclinação lateral
em que o veículo se encontra.
Nunca esqueça de que o inclinômetro somente marca , e
não controla a inclinação, sendo esta uma função
específica do motorista.
TOMBOU ?
Imagine um
4x4 na iminência de tombar, o "Zequinha" tenta pular
sobre o lado mais alto (por favor, cuidado com a segurança)
e nem assim ele consegue a proeza de segurar o bruto no chão?
Muita calma nessa hora. Tente, com muito cuidado, desvirar sem arrastar,
sob pena de piorar o prejuízo (que não será pequeno).
Diversas opiniões surgirão e muitos "ajudantes"
virão com palpites mirabolantes. Mas a tarefa não é
tão difícil como parece, desde que feita com muito cuidado
e sem ninguém por perto - sempre em prol da segurança.
Com um guincho em outro veículo fica mais fácil levantar
um 4x4 tombado. Tome sempre as medidas de segurança costumeiras
para operações de resgate em um atoleiro e preste muita
atenção ao local que será usado para ancorar
o gancho no carro tombado. Ou então se prepare para um aumento
na conta da funilaria depois.
Com o auxilio de muitas pessoas, também é possível
"destombar" o 4x4. Ancore uma cinta grande em um dos lados
(tome os mesmos cuidados citados no caso do guincho) e controle o
pessoal para puxá-la. É muito arriscada a operação
manual - o veiculo pode tombar novamente em cima da "multidão"
que está ajudando, causando estragos.
CALÇO
HIDRÁULICO:
Se o 4x4 for
movido a diesel, cuidado para dar a partida depois da capotagem, pois
existe o risco do óleo do carter inundar a câmara de
combustão e gerar um calço hidráulico (empenamento
da biela) em um dos cilindros. Para evitar este problema, certifique-se
se o nível do óleo (cheque na vareta) está na
mesma altura de antes do tombamento. Se não estiver, retire
os bicos injetores e gire o motor manualmente para que todo o óleo
do carter saia da câmara. Verifique também o filtro de
ar e todo o circuito de entrada de ar quanto à presença
de óleo do carter.
Lembre-se que o mais importante é a segurança nas trilhas.
Mantenha o seu 4x4 sempre em ordem e nunca se esqueça do cinto
de segurança. Até a próxima.
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